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Continua o PT com a tentativa de calar a Igreja?

Durante a eleição presidencial do ano passado, o Partido dos Trabalhadores tentou silenciar os Bispos católicos que mais abertamente denunciaram os aspectos agressivos à vida dos nascituros, ao matrimonio e à família presentes no programa político e nas práticas de governo da sigla.

Agora, voltamos a sentir o sabor amargo daqueles dias. Hoje, quatro sacerdotes da Arquidiocese de Belo Horizonte foram obrigados a se apresentar nas instalações da Polícia Federal para dar esclarecimentos sobre seu suposto envolvimento na divulgação, durante o período eleitoral do ano passado, do "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", assinado pela Presidência e pela Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB.

A Vida contra a Morte

Caríssimos Irmãos em Cristo,

Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo.

A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional.

Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.

Quando o Pastor cuida das ovelhas: Comunicado do Bispo de Guarulhos a seus diocesanos

Caros diocesanos:
Tomei conhecimento de um panfletinho intitulado “Católicos de Guarulhos com Dilma 13 Presidente - Razões que nos levam a votar em Dilma”. Segundo informações que tivemos, o panfletinho será distribuído, à revelia, nas saídas das missas deste final de semana, 30 e 31 de outubro, nas Igrejas Católicas de Guarulhos. Trata-se de um manifesto baseado na mentira e no oportunismo de membros do Partido dos Trabalhadores.

O panfletinho diz: “Acompanhamos, com grande surpresa, as declarações do nosso bispo sobre as eleições. Nós o respeitamos como nosso bispo, mas constatamos que suas posições sobre o momento político não tem aval da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, e dos bispos da regional Sul 1 (Estado de São Paulo). Nós leigos católicos de Guarulhos lamentamos não termos sido chamados para o diálogo e debate desta questão. Afinal sabemos que temos muito a colaborar no mundo da sociedade e da política”.

No Brasil, os pró-vida fazem a diferença

No Brasil os ativistas pró-vida, não só católicos como também fiéis de diversas denominações  protestantes, estão fazendo a diferença da fisionomia do segundo turno da eleição presidencial para eleger o sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva. Isto tem incomodado os operadores do atual partido no governo, o Partido dos Trabalhadores (PT), e de sua candidata Dilma Rousseff, que pensaram que iriam ganhar as eleições no primeiro turno e agora se encontram à beira de um ataque de nervos. 

Já na campanha prévia à eleição de 3 de outubro, tanto os bispos como os pastores de diversas denominações cristãs lançaram vários pronunciamentos com o fim de que seus fiéis votassem em canditados abertamente comprometidos com a vida, a família e a liberdade de educação.

Arestas perigosas na eleição brasileira

A ocorrência do segundo turno nas eleições no Brasil está servindo para demonstrar que as mais importantes definições com relação ao “Direitos Humanos” possuem um peso muito importante na tomada de decisões dos eleitores na hora de votar.

Como se sabe, no primeiro turno, realizado no domingo, 3 de outubro, concorreram a candidata do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff; o ex-governador de São Paulo, José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Marina Silva, ex-militante do PT e ex-ministra de Lula, do Partido Verde (PV). Os resultados finais foram de 46% dos votos para Rousseff, 32% para Serra, e inesperados 20% para Silva. Pelo fato de nenhum dos candidatos terem atingido os 50% mais um dos votos válidos, será realizado o segundo turno no próximo domingo, dia 31 de outubro. Rousseff e Serra disputam intensamente os votos do Partido Verde.

A Igreja amordaçada pelo PT

Confira o vídeo do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, publicado hoje, 22 de outubro, em sua página.

O Evangelho da Vida já é o grande vencedor


Introdução
“Não temais, pequeno rebanho”
(Lucas 12, 32) 

Queridos Diocesanos,
Sei que muitos de vós estais sofrendo diante das notícias que circulam nos meios de comunicação envolvendo o nome do Bispo de Guarulhos e da nossa Diocese. Com o coração de Pastor dessa porção do Povo de Deus, tomei a decisão de escrever-vos e partilhar a verdade daquilo que realmente aconteceu e está acontecendo, a fim de sanar as inúmeras dúvidas para que a paz e a serenidadese restabeleçam em vossos corações.

Dilma e o aborto

Setembro, reta final das eleições. A ameaça de segundo turno fez a campanha da candidata oficial reforçar a mobilização nos Estados e acionar o presidente Lula como vacina "contra uma onda de boatos que circulou entre católicos e evangélicos". Os supostos "boatos", que fizeram Lula gravar uma inserção de emergência em defesa de sua candidata, não eram boatos. Eram fatos evidentes: a postura pró-aborto de Dilma Rousseff. Mas nós, jornalistas, num primeiro momento, ficamos reféns do jornalismo declaratório e reproduzimos, acriticamente, o que interessava ao marketing da campanha de Dilma.

Mas vamos aos fatos. Dilma, em sabatina no jornal Folha de S.Paulo e em entrevista à revista Marie Claire em 2007, defendeu a legalização do aborto. Reproduzo suas palavras: "Acho que tem de haver descriminalização do aborto. No Brasil é um absurdo que não haja." Logo, não se trata de boato, invenção ou terrorismo fundamentalista. Dilma mudou seu discurso quando passou a vislumbrar os riscos eleitorais de sua opção. Ela deixou de falar da legalização e, ambiguamente, diz que se trata de problema de "saúde pública". Esconde sua verdadeira posição e não diz uma única palavra sobre a principal vítima do aborto: a criança morta no ventre materno. O PT, após o recado das urnas e num exercício incrível de hipocrisia, estuda tirar o aborto de seu programa. O eleitor não é tonto.

Eleições e Aborto (irracionalidade, mentira e traição)

As eleições deste ano nos oferecem um espetáculo particularmente deplorável: o aborto reduzido pela mídia a uma questiúncula religiosa das várias seitas que disputam o mercado da fé. Mas uma questiúncula a ser levada a sério pelos candidatos se não quiserem ter prejuízo eleitoral.

É uma prova cabal da tremenda decadência intelectual e moral da nossa sociedade.

O Abortamento em questão

Agrada-me muito esta polêmica do presente período eleitoral, envolvendo a questão do aborto. Não é polêmica hipócrita, como pensam alguns... É verdade que se aborta no Brasil de modo clandestino; é verdade também que o aborto tem uma dimensão de saúde pública. Mas, é muito mais verdade que o abortamento é um problema moral de primeira grandeza, pois está intimamente ligado à idéia que nós temos do que seja o homem, da existência ou não de Deus, da dignidade e do início da vida humana... Problemas grandes, sérios, urgentes! Quem não compreende isto não pode sequer compreender a seriedade que a questão tem para muitos!

Até hoje, em certa medida, nossos políticos foram des atentos ao pensamento do povo brasileiro sobre estas questões morais. Seriam questões de menos importância, pois não envolvem dinheiro nem poder nem diretamente a luta por melhoria social – como se o homem fosse somente isto... Neste sentido, acho moralmente vergonhoso os que querem fazer calar a discussão sobre o aborto para falar somente de questões sócio-econômicas. É cínica esta postura, quer seja defendida por leigos, por clérigos ou por sem religião...

O PT e o Estatuto do Nascituro

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, em 19 de maio passado, o Projeto de Lei 478/07, que cria o Estatuto do Nascituro. De autoria dos deputados Luiz Bassuma (PV-BA), expulso do PT por causa de sua posição em relação ao aborto, e Miguel Martini (PHS-MG), tal Projeto reconhece que a vida humana começa na concepção. Ainda deverá passar por votação no Plenário.

Sobre o Projeto de Lei e o Estatuto do Nascituro, a página oficial do PT nacional publicou, no mesmo dia, uma matéria onde legisladores da sigla afirmam que o projeto de lei é um retrocesso, e um dia depois, foi veiculado o artigo Estatuto do Nascituro: mais uma aberração a ser combatida, de Alessandra Terribili, integrante da Secretaria Nacional de Mulheres do PT.

Sem concordar com o conteúdo, reproduzimo-lo na íntegra. Se nossos leitores conhecem textos semelhantes de outros partidos, por favor, encaminhem-nos para o endereço voto.catolico.br@gmail.com.

Estatuto do Nascituro: mais uma aberração a ser combatida

Não bastassem todos os ataques cotidianos à dignidade das mulheres, neste 19 de maio, tivemos mais uma lamentável notícia. Os deputados da bancada fundamentalista conseguiram que passasse pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados uma aberração nomeada “Estatuto do Nascituro”, que visa, entre outras coisas, a revogar direitos conquistados pelas mulheres e aprofundar a realidade de dominação que as submete, inclusive, a risco de morte e de sequelas todos os anos.
O tal projeto de lei elimina os casos de aborto previstos atualmente em lei: quando há risco de morte para a mãe e quando a gestação é decorrente de estupro. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas.


Dom Aldo di Cillo Pagotto é Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese da Paraíba.
João Pessoa, 10 de outubro de 2010.

Homilia do Padre José Augusto Souza Moreira


Veja a Homilia que o Padre José Augusto pronunciou ontem, 5 de outubro, durante a Santa Missa televisionada pela Canção Nova.

Padre José Augusto Souza Moreira é sacerdote incardinado na Diocese de Lorena, e membro do conselho diretivo da Comunidade Canção Nova e seu responsável pela formação sacerdotal.
Cachoeira Paulista, 5 de outubro de 2010.


Nota dos Editores:
Lamentavelmente, horas depois da transmissão da homilia, a comunidade Canção Nova emitiu dois comunicados, um de seu fundador, o Monsenhor Jonas Abib, e outro do senhor Wellington Silva Jardim, presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora civil da comunidade.

O senhor Silva Jardim, que na prática é o chefe administrativo da comunidade, foi um dos responsáveis pelo envio de cartas oficiais da comunidade aos seus associados, amigos e afins para divulgar, entre outras, a candidatura do professor Gabriel Chalita, do Partido Socialista Brasileiro.

Chalita, em entrevista à Folha de São Paulo publicada ontem, declarou que se empenharia pessoalmente em fazer ver no ambiente da Renovação Carismática Católica que a senhora Dilma Rousseff nunca foi favorável ao aborto. O que é falso. Questionado sobre se era cotado para assumir o Ministério de Educação num eventual governo do PT, ele desconversou, afirmando que só era candidato a "fazer a lei de responsabilidade da educação, que é uma lei que estabelece sanções a quem não cumpre metas. O que falta no Brasil é continuidade". Será?

Cabe lembrar que o professor Chalita move um processo contra a comunidade Família de Deus por supostamente produzir -o que o grupo nega- e divulgar um video que questiona o apoio do professor à Candidata.

Autenticidade e coerência

Em nossos artigos publicados na Folha Diocesana nos meses de julho e de setembro, respectivamente sob o titulo “Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus” e “Eu vim para que todos tenham vida” alertamos nossos diocesanos sobre sua responsabilidade na defesa da fé e dos costumes, de acordo com a lei de Deus e a lei natural que tem sua fonte no próprio Deus.

Referíamos de modo especial à defesa do ser humano, obra prima de Deus e que a Ele pertence e que ninguém, nenhum poder ou autoridade humana tem o direito de interrompe-la de qualquer modo que seja, desde a sua concepção. Entretanto existem aqueles que alegam que a mulher tem direito sobre seu próprio corpo e por isso poderiam interromper essa vida, fazer um aborto. É uma falácia.

Uma "nova" estratégia, mudar para ganhar

Assim que a confirmção de que haverá segundo turno foi divulgada, o Partido dos Trabalhadores e sua candidata, a senhora Dilma Rousseff, ofereceram à imprensa um posicionamento novo sobre a questão do aborto. Diante do resultado da eleição, muito aquém do que esperavam, a equipe de campanha petista considera que este tema tirou-lhes um significativo número de votos entre católicos e evangélicos.

A manchete da Folha de São Paulo de hoje diz: "PT já discute retirar o aborto do programa de governo". Na capa, a matéria recolhe as declarações afinadas de alguns petistas que reconhecem que "foi um erro [o Partido] ser pautado por algumas feministas", aliados consideram que "pode lhe custar a Presidência", e cogitam retirar, em reunião da Executiva nacional, uma proposta aprovada por maioria esmagadora no 3º Congresso da sigla em 2007 e ratificada no 4º Congresso realizado em fevereiro deste ano, e que foi entregue como Programa de Governo da candidata ao Tribunal Superior Eleitoral.

Diante desta tentativa de reformulação, perguntamo-nos: 
- O aborto estava ou não estava contemplado no Programa de Dilma Rousseff? A resposta é sim. Para poder tirá-lo, quer dizer que o mesmo estava incluído, sim.

Apelo à razão: inconstitucionalidade da legalização do aborto

Segundo Sócrates (470-399 a.C.), a base das virtudes está no domínio da racionalidade sobre a animalidade (no autodomínio; na liberdade frente aos instintos), que leva à verdadeira felicidade. É verdadeiro o ditado: "quem não vive como pensa, acaba pensando como vive". Quer dizer: quem não vive segundo as exigências da razão, raciocina segundo as exigências (imediatistas) das paixões, da sensibilidade, dos apetites ou satisfações físicas.

Cumpre, pois, rejeitar, de plano, o relativismo que impera nas sociedades atuais, que pensam como vivem. É a verdade (racional, científica e moral) que deve conduzir o ser humano, não as opiniões, da maioria ou da minoria. Segundo penso (e aqui não colimo ofender ninguém; expresso uma idéia abstrata, geral), o relativismo é próprio dos espíritos medíocres (medíocres porque não compreendem as verdades ou porque, compreendendo-as, não se dispõem a submeter-se às suas exigências).

Igreja desunida?

Em tempos de eleições, muitos católicos querem ensinar aos padres e aos bispos o Pai Nosso da política. Muitos candidatos e partidos dizem que a Igreja deve ter a coragem de sair de cima do muro e tomar posição. Outros querem que a Igreja fique fora do debate político-eleitoreiro.   Ao dizer Igreja, se referem à instituição, representada por padres e bispos.

O ensinamento da Igreja faz uma distinção entre a missão do clero e a missão dos leigos. Recomenda aos leigos a participação ativa em eleições democráticas, mas proíbe ao clero a participação direta na luta pelo poder político. Como é que um padre pode cumprir a sua missão de promover a unidade na comunidade, se ele mesmo se envolver nas brigas dos partidos e dos candidatos?

Não, senhor Presidente; não, senhora candidata, nossos Bispos não mentem

A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff, perdeu cerca de 6 milhões de votos nas duas últimas semanas, segundo indica uma análise feita pelo jornalista Fernando Canzian, publicada hoje na Folha de São Paulo. Os dados foram calculados a partir dos resultados das últimas pesquisas de intenção de voto da empresa Datafolha. A diferença da petista para a soma de todos os seus adversários caiu de 14 pontos percentuais para apenas 2, abrindo maiores possibilidades de um segundo turno.

Segundo o próprio jornal, o PT identificou três motivos para a queda: o caso de corrupção da ex-ministra Erenice Guerra, o clima de "já ganhou", e a difusão virtual de "boatos" entre católicos e evangélicos de que Dilma aprova o aborto e o "casamento" homossexual. A materia do jornal utiliza a palavra "boato", tomada diretamente das declarações de petistas do comando da campanha; para eles seria mentira que o PT e sua candidata apóiem o assassinato de nascituros e a equiparação da união civil entre pessoas do mesmo sexo ao matrimônio.

Dilma e o Senhor Jesus Cristo

Depois de saber que a então ministra Dilma Rousseff, há pouco tempo, havia participado da missa do padre Marcelo Rossi, abrindo inclusive a celebração com a leitura da Bíblia, procurei descobrir onde poderia ficar a "estrada de Damasco" da conversão da ex-guerrilheira comunista; dessa mulher que, aliás, há dois anos, questionada sobre a existência de Deus, respondera: "Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?".

Mas voltemos a "Damasco". Eu estava ainda procurando, sem muita esperança, a tal estrada, quando, de repente, no último dia 19 de agosto, fui "transportado em espírito" para Brasília e eis que apareceu na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a própria Dilma, com uma voz fulgurante como o sol do meio-dia: "Você me desculpe, mas eu não sou de outra religião para ser convertida. Eu sou de origem cristã e católica, fui batizada", respondeu a agora candidata petista ao jornalista que ousara perguntar se ela havia se convertido. E eis que apareceram nas mãos de Dilma dois documentos que ela brandia como armas vitoriosas: a carta-compromisso intitulada Carta Aberta ao Povo de Deus e a cartilha Treze motivos para o cristão votar em Dilma Rousseff.

Está na hora de acordar!

Caríssimo (a) irmão (a) em Cristo ou pessoa de boa vontade,

Peço licença para lhe comunicar algo.

Como sacerdote que sou, não posso omitir ou negligenciar o chamado que tenho a ser profeta em nosso meio. Cabe a um profeta falar em nome de Deus, anunciando e denunciando.  Certo disto, embora ciente de minhas limitações, uno-me à tantas outras vozes (mas, infelizmente ainda tão poucas!) para denunciar algo extremamente grave em nosso país.