Ao Povo de Deus na Arquidiocese de Belém
Caríssimo irmão,
Caríssima irmã,
Vivemos um tempo especial da graça de Deus, quando a sociedade brasileira espera a participação dos cristãos católicos nas eleições que se aproximam. É tempo de exercitar o patriotismo e o civismo com a luz que nos vem do Evangelho de Cristo. É dos primeiros tempos da vida da Igreja uma carta na qual se diz: “os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza especial. Nem uma doutrina desta natureza deve a sua descoberta à invenção de homens de espírito irrequieto, nem defendem uma doutrina humana. Habitando em lugares diversos, conforme coube a cada um, e seguindo os usos e costumes das regiões, no vestuário, na alimentação e no resto da vida, revelam uma maravilhosa e forma de comportamento político-social. Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos, participam de tudo como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os recém-nascidos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são conduzidos pelo céu” (Carta a Diogneto). Aceitamos juntos o desafio e queremos aprender de novo a viver como cristãos no tempo que nos é dado pela providência de Deus.
