Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens

'Lamento a conversão forçada de Dilma', comenta o Cardeal Dom Eugênio Sales

Apresentamos na integra uma entrevista concedida pelo Cardeal Dom Eugênio Sales, Arcebispo emérito de Río de Janeiro, para Alfredo Junqueira do jornal O Estado de São Paulo, no dia 8 de novembro passado.

O cardeal e arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales, que completa 90 anos hoje, lamentou o que chamou de conversão tardia da presidente eleita, Dilma Rousseff, na reta final da campanha eleitoral.

O religioso disse temer a pressão que grupos favoráveis à descriminalização do aborto e aos direitos dos homossexuais farão sobre a presidente. "Espero que o compromisso, que ela assumiu, ela possa cumprir."

O resultado eleitoral não altera as convicções da Igreja, que continuarão a ser divulgadas e defendidas, afirma o Cardeal Odilo Scherer

Apresentamos na integra uma entrevista concedida pelo Cardeal Dom Odilo Scherer ao semanario O São Paulo da Arquidiocese de São Paulo, nº 2823, publicado de 2  a 9 de novembro de 2010.

Qual mensagem o senhor deseja transmitir ao 40° presidente do Brasil?
O 40º Presidente do Brasil é uma mulher e isto constitui um fato novo e significativo na história do Brasil. Apresento meus cumprimentos à Presidenta da República eleita, Dilma Rousseff. O povo brasileiro manifestou a sua vontade de forma democrática e lhe confiou uma grande missão. Que Deus a ilumine e inspire em todas as suas decisões e ações!

O Papa e os direitos humanos no Brasil

Fiel à sua missão, a Igreja instrui e anima seus pastores e impulsiona seus filhos na vivência e na proclamação corajosa da Palavra de Deus. Assim fez Jesus com seus discípulos quando os enviou a anunciar o evangelho a todas as criaturas, prevenindo-os que não se desencorajassem nem mesmo quando se encontrassem ameaçados por lobos ou não fossem bem recebidos numa  cidade. O compromisso com a verdade está acima de todas as situações confortáveis, mesmo porque a Verdade para a Igreja não é um texto ou um enunciado, mas é uma pessoa, ou seja, ele mesmo, o Cristo. Seu compromisso é com o Verbo Encarnado e por ele, ela está disposta a tudo. Isto justifica até o martírio, se necessário.

Na semana que passou, o Santo Padre Bento XVI fez aos bispos do Regional Nordeste 5 (Maranhão), um discurso profético de grande significação na defesa dos legítimos direitos da pessoa humana. O Sucessor de Pedro não podia ser mais claro. Alertou sobre os perigos de regimes políticos que pretendem ser considerados ‘democracia’, mas que ‘clara ou veladamente’ defendem leis abortistas ou propugnem outras medidas contrárias à vida. Literalmente diz o Papa: seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso, no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74).

De Roma

Está totalmente confirmada a importância que o Vaticano deu ao discurso de uma semana atrás, pronunciado pelo Papa aos bispos do Regional Nordeste V do Brasil, no qual Bento XVI deu apoio aos prelados que opinam publicamente sobre temas sociais e políticos, como, por exemplo, a defesa da vida.

O documento foi criado no seio do Pontíficio Conselho para a Família,  sob a direção do Cardeal Ennio Antonelli, presidente deste organismo. Como poucas vezes ocorre, o documento, originalmente redigido em espanhol, rapidamente foi distribuido pela Secretaria de Estado em italiano, inglês, português e em outras línguas. A ordem foi: "difundi-lo o máximo possível".

Judite põe-se a caminho

No domingo, 31 de outubro de 2010, depois de votar no candidato oponente do PT, recolhi à minha pequena propriedade, nas montanhas de São Bento do Sapucaí, e passei a tarde cuidando das flores do nosso jardim, com as crianças. Plantamos um pessegueiro e algumas flores multicores entre o gramado. Em seguida, subi para meu escritório para ler os Salmos, pois nestas horas só mesmo a palavra do Senhor para nos confortar, consolar e dar novas diretrizes.

Eis que deparei-me, ao abrir o Antigo Testamento, com o livro de Judite, que eu não conhecia ainda a história, e fiquei impactado, da primeira à última linha da narrativa, da atualidade deste admirável relato bíblico, da força da mulher na defesa do povo de Deus, quando estava acuado por forças totalitárias.

Depois das eleições

Passadas as eleições a consciência cidadã é desafiada a considerar que está terminada a etapa da campanha eleitoral, anunciados os vitoriosos, e iniciada a fase que marca o quadriênio 2011/14. Esta etapa é tão, ou mais importante, quanto a que culminou com a ida às urnas. Os eleitores têm o direito e o dever de acompanhar o desempenho dos seus representantes no Executivo e no Legislativo.

Este acompanhamento é uma imprescindível participação cidadã. Os eleitos estão, nem é necessário dizer, a serviço da sociedade civil. Configurada no seu tecido pelos cidadãos eleitores, a sociedade tem um valor considerável, de modo que a comunidade política, constituída pelo voto, está a serviço dela. A sociedade civil, enquanto universal, é a guardiã e destinatária do bem-comum com a obrigação e o dever de exigir respeito na medida do direito de cada cidadão.

Saudação da CNBB aos eleitos

Ao final do segundo turno das eleições, ocorrido neste domingo, 31 de outubro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB saúda todos os eleitos – deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República -, augurando-lhes sucesso na tarefa de representar e defender o povo que os escolheu para esta missão. A CNBB cumprimenta de maneira especial a Sra. Dilma Rousseff, eleita presidente da República, a quem caberá dirigir os destinos da nação brasileira nos próximos quatro anos.Dela e dos demais eleitos se espera fidelidade no cumprimento das promessas apresentadas durante a campanha eleitoral. Passadas as eleições, o compromisso de todos é unir os esforços na construção de um Brasil com paz, justiça social e vida plena para todos. Pesa sobre os ombros de cada um dos eleitos a responsabilidade de corresponder plenamente às expectativas e à confiança, não só de seus eleitores, mas de toda a Nação brasileira.

Existe esperança!


A eleição terminou, mas a  luta não. A senhora Dilma Rousseff é a nova Presidente do Brasil. A primeira ex-guerrilheira no Executivo do país. Militante de um partido com uma agenda programática agressiva ao direito à vida e ao reconhecimento da família como comunidade fundada na união indissolúvel de um homem e uma mulher. Membro do núcleo duro do Partido que opera o projeto de um "socialismo democrático" que transcende a Lula, e que leva em si o gene autoritário. Segundo José Dirceu, "a eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa".

Nosso espelho hoje é a Espanha do PSOE e de Rodríguez Zapatero, onde o "socialismo democrático" liberou o aborto durante toda a gestação, reconheceu a união civil entre pessoas do mesmo sexo equiparada a matrimônio, e portanto, com direito à adoção; possibilitou o divorcio unilateral e imediato, restringiu a liberdade de educação dos pais e dos grupos religiosos, empreendeu uma intensa deconstrução das raízes culturais da nação, limitou o direito à livre associação, e persegue o direito à objeção de consciência, entre outras coisas. Hoje sabemos o que sentiram os católicos espanhóis em 9 de março de 2008, quando Zapatero foi reeleito.

Pois bem, é tempo de orar, de orar por todas as autoridades eleitas, todas elas. Orar pela senhora Dilma Rousseff, segundo nos ensina uma perene tradição eclesial "orem por todos os que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros" (1 Tm 2: 1-4) porque devemos "pagar a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra" (Rm 13.7). 

Porém, a Igreja nos ensina que "não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas" (Rm 13.1). A fonte de todo poder é Deus,  e o poder se comunica através das causas segundas, pela forma em que decidimos organizar a sociedade. Os que exercem o poder fazem-no de maneira vicária, são administradores de uma autoridade que não vem deles, que não é absoluta e que está sempre ao serviço do Bem Comum e sujeita à ordem moral.

A exemplo de Santo Tomás Moro, ela terá de nós respeito e obediência em tudo aquilo que mande e esteja ordenado ao bem comum e não confronte a lei natural e a lei de Deus, mas quando fira estes princípios terá certamente nossa firme e contundente oposição. Somos obrigados, não só a não obedecer, mas também a nos opor ativamente às leis iníquas.

É tempo também de combater. Combater sem descanso, sem medo, generosamente, sem respeitos humanos. Combater a imagem ideologizada do homem e da sociedade que pretendem nos impor, combater toda iniciativa de agressão à pessoa humana, à sua liberdade, aos seus direitos fundamentais, à reta constituição da família e da sociedade; combater o autoritarismo do chamado socialismo democrático, combater seu laicismo militante e pragmático, combater, sem nunca esquecer, que dito combate tem uma dimensão espiritual que lhe dá seu sentido profundo, trata-se de lutar para que Cristo, nosso Rei, reine na Terra de Santa Cruz.

Combater sabendo que Ele não reina com um sistema político. Seu reino não esta atrelado aos governos do mundo, mas a ordem temporal esta chamada a desenvolver-se sob seu Império. Desta luta surgirá "uma nova geração de católicos coerentes que atuem sem complexos de inferioridade na vida política", como pede o Papa. O combate deve ser travado com plena consciência da responsabilidade histórica que temos com a próxima geração. Eles e Deus serão quem nos julgarão.

É tempo de esperança, porque como o Papa recentemente nos lembrou, Cristo é o Senhor do mundo e exerce soberanamente seu poder. "As ideologias que dominam, que se impõem com força, são divindades. E na dor dos santos, na dor dos fiéis, da Mãe Igreja, da qual nós somos parte, devem cair essas divindades, deve realizar-se o que diz a Carta aos Colossenses e aos Efésios: as dominações, os poderes caem e tornam-se súditos do único Senhor Jesus Cristo", nos ensina Pedro.

Caros amigos, repetimos: é tempo de esperança. Como disse Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o leão de Guarulhos, o Evangelho da Vida já ganhou muito. Só lembrem-se da alegria de ver a tantos e tantos acordar do sono morno e se colocar de pé na trincheira, dispostos à luta. Lembre-se do que você experimentou ao ouvir Bispos que, com grande coragem e sem medo, por amor às suas ovelhas, alçaram sua voz, e dita voz  foi escutada. Lembre-se do que sentiu ao escutar o próprio Pedro confirmar seus irmãos e nos encorajar a assumir nossa responsabilidade temporal. Há quanto tempo isto não acontecia no Brasil! 

É tempo de esperança e de organização, por isso, como presente para todos vocês, deixamos-lhes o atualíssimo texto a seguir do Beato Anacleto Gonzáles Flores, escrito em 1918, na época em que um poder autoritário preparava no México uma encarniçada luta contra as liberdades, especialmente a religiosa. Este leigo, casado, com filhos, advogado, jornalista, apóstolo da juventude e líder de diversos grupos sociais, que morreu mártir, nos deixa como herança, hoje, uma palavra-chave: organização.
Agora é joelho no chão, espada na mão, e fogo no coração!
 Boa leitura e que o Cristo Rei do Corcovado seja símbolo do Seu dominio sobre nós.
Viva Cristo Rei!

Os Editores | 31 de outubro de 2010.
Na véspera da festividade de todos os santos.

Existe esperança!


“Tudo está perdido”. Está é a frase que escapa dos lábios de muitos que não se deram o trabalho de estudar nossa situação e que ignoram ou aparentam ignorar que, tanto os indivíduos como os povos, são suscetíveis de regeneração. Sim; apesar do pessimismo e do desânimo de quase todos, da covardia, da preguiça e da desorientação, nós não desistiremos jamais de escrever palavras de esperança e de confiança de que o futuro pode ser nosso, que as classes sociais ainda podem render uma homenagem de adoração a Cristo e que a pátria pode ser salva, ainda quando caminhe a largos passos para a pendente catástrofe e para a ruína.

Mas, “tudo conspira contra nós”, dizem alguns com tom de lamento; sim, é certo, tudo se conjuntura contra nós, mas o que devemos muito lamentar é que as loucuras, as paixões e a degradação dos homens se rebelam contra o único que é santo e digno de veneração que existe sobre a terra: a Igreja. O que devemos lamentar é que a grande maioria dos católicos esperam que o ressurgimento da Pátria seja obra só de Deus, o resultado prodigioso de um milagre; e não uma obra na qual haja, por uma parte, o influxo de nosso Criador, e por outra, um esforço humano com tudo o que este tem de forte e eficaz. Este tem sido o papel que mais temos feito, ou seja, o de meros espectadores sentados, que com todos os tons cantam elegias sobre as ruínas amontoadas pelo cataclisma. E não é, e nem deve ser este, o nosso papel: ainda há no elemento católico energias que podem ser postas em ação de tal maneira que se lhes lancem a lutar contra os sustentadores do mal e se empenhem pelo caminho da reconstrução; assim, se alcançará uma vitória completa e conseguiremos que o bem triunfe sobre o erro e mal.

Isto exige, desde agora, que todo os católicos se convençam de que é preciso sair da inércia em que até agora têm vivido, que é necessário deixar a preguiça, que é urgentíssimo entrar em ação, indispensável que nosso influxo se faça sentir forte e incontrastável sobre a sociedade para orientá-la e regenerá-la. Agora é urgente a necessidade de sair de todos os templos para ir em busca das almas, colocarmo-nos em contato com todas as classes sociais, iluminá-las com a doutrina da Igreja, para transformá-la com nosso exemplo, atraí-las com a caridade, e, sobretudo, organizá-la de uma forma que encontre remédio eficaz para suas misérias econômicas, intelectuais e morais por meio da associação que, como o tem demonstrado a experiência, é o grande poder que pode nos dar o triunfo.

A ação é o único que pode nos salvar; mas não uma ação que se limite a adorar a Deus, a freqüentar os sacramentos e a consagrar-se ao templo de um modo exclusivo e único; não, partindo da adoração e da vida sacramental, trata-se de desenvolver um movimento de caráter profunda e genuinamente cristão, que incida na vida social e política, e que tenha por sinais predominantes um amor forte e sincero a nossos irmãos inspirados no amor intenso e incalculável que devemos professar ao nosso Criador.

Consagremo-nos para a levar a luz ao horizonte obscurecido pela ignorância e pelo erro, conquistemos as classes sociais com um apostolado incansável e procuremos, o quanto antes, sacudir a inércia, associando-nos, organizando-nos, colocando em prática os ensinamentos da Igreja para contribuir, deste modo, para a salvação da Pátria.

Beato e mártir Anacleto González Flores, artigo do jornal La Palabra.
Guadalajara, México, 21 de julho de 1918.

Na imagem: Praia da Coroa Vermelha, Santa Cruz de Cabrália, Bahia, Brasil. Local da Celebração da Primeira Santa Missa em solo brasileiro, dia 26 de abril de 1500.

Critérios para Votar

A eleição presidencial deste 31 de outubro, representa para nós católicos, uma difícil escolha moral. Os candidatos que concorrem têm algumas convicções que contrariam a lei natural e a lei de Deus. Em circunstancias ordinárias  não poderíamos votar neles. Porem a situação que vivemos hoje não está no campo da normalidade. Aliás, a situação é semelhante no mundo inteiro. O Ocidente passa por um processo de auto-degradação; a democracia liberal virou um fetiche praticamente inquestionável sob qualquer aspecto; países outrora católicos abandonaram os princípios cristãos e até os princípios da ordem natural, o católico brasileiro hoje encontra-se diante do seguinte dilema, votar aplicando a doutrina do mal menor, anular o voto ou se omitir.

O recente discurso do Papa aos Bispos do Regional Nordeste 5, ilumina extraordinariamente este momento: 
"O dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural [...] Deus deve encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política".
"Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases [...] Em determinadas ocasiões, os Pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum".
Caros amigos, escutando ao Santo Padre, lhes convidamos a não perder a esperança, a não se omitir nem anular o voto, pois isto só ajuda ao Partido que é programaticamente em favor da Cultura da Morte, como o Rev. Pe. Loidi já explicou. Lhes invitamos a votar fazendo uso do principio do mal menor e, ao mesmo tempo, a se comprometer a trabalhar para limitar os efeitos negativos dessa escolha, e sobretudo, a lutar para que a ordem natural seja respeitada e que Cristo possa reinar na Terra da Santa Cruz.


CINCO PASSOS PARA VOTAR

1. Decidir realizar seu sufrágio de maneira responsável e consciente.

2. Valorar quais partidos e candidatos respaldam os princípios irrenunciáveis que a Igreja nos pede defender. Especialmente o direito à vida e à família constituída sobre o matrimonio de um homem e uma mulher. Se nenhum partido ou candidato o faz plenamente, então, discernir, qual representa uma ameaça menor á vivência pública de ditos princípios.

3. Verificar que o candidato que elegi não tenha histórico de corrupção. Se todos os candidatos tem fatos de corrupção no seu histórico, valorar a gravidade dos mesmos e que tão institucionais ou sistemáticos foram.

4. Votar, no dia da eleição, garantindo que seu voto seja livre, orientado ao Bem Comum e não pautado por motivos egoístas ou de conveniência particular.

5. Assumir o compromisso de que sua responsabilidade cívica não se limite ao voto.

DEZ PRINCÍPIOS IRRENUNCIÁVEIS NA HORA DE CONSIDERAR EM QUEM VOTAR

1. Respeito à vida humana em todas as suas etapas, desde a fecundação até o declínio natural.

2. Defesa da família fundada no matrimônio, união de um homem e uma mulher, caraterizada por ser monogâmica, indissolúvel, complementaria e aberta à vida .

3. Respeito à liberdade religiosa e de consciência, entendidas como o direito de todo homem de render culto privado e público a Deus segundo sua reta razão.

4. Defesa da liberdade de educação, pela qual os pais podem oferecer a seus filhos formação dentro do lar e aceder a instituições que colaborem harmoniosamente com eles na oferta de instrução formal.

5. Considerar o poder político como um serviço que leva a procurar e realizar o bem comum acima do interesse e benefício particular.

6. Promoção das pessoas mais pobres da comunidade, garantindo-lhes ao menos oportunidades de desenvolvimento e  condições dignas de vida.

7. Defesa do direito de todo cidadão a ter um trabalho digno, com remuneração familiar, e com justa participação nas utilidades da empresa da que forma parte.

8. Respeito à liberdade de iniciativa econômica sem regulações excessivas por parte do Estado, garantindo o acesso à propriedade, com sua conseqüente co-responsabilidade com os deveres de justiça social.

9. Respeito à liberdade de expressão e de de imprensa, dentro do marco do respeito à Verdade, à fama dos particulares e ao exercício ético da geração e divulgação de informação e opinião.

10. Promoção de uma adequada relação entre a Igreja e o Estado, caraterizada pelo respeito e a mútua colaboração, reconhecendo a justa atribuição que a Igreja tem de formar a consciência dos seus fieis.


Para ilustrar e encorajar nosso voto

Caros leitores, deixamos aqui trechos do pronunciamento do Santo Padre ao Brasil, por meio dos Bispos do Regional Nordeste 5. Dele, Dom Henrique Soares da Costa disse: "As palavras do Santo Padre aos Bispos do Maranhão, palavras ditas nesta semana, são bem endereçadas ao Brasil de agora. Penso que iluminam muito da atuação dos Bispos durante este período eleitoral... Compare as palavras do Papa com a de alguns irmãos no Episcopado e veja quem está com a razão e quem não está, quem pensa como o Papa e quem pensa a partir de outras categorias e prioridades ideológicas, alheias ao Evangelho... Estas palavras, para alguns serão consolo; para outros, uma bela advertência!".

"O dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76). 

Votando corretamente

Assista a este vídeo da Realcatholictv, que sublinha a importância de se considerar, na hora de votar num candidato ao Executivo, a possibilidade de eleger alguém que possa usar o poder de veto em favor da vida. Ainda que o vídeo se refere à realidade estadounidense, é ilustrativo para nossa situação no Brasil. Assista a outros vídeos com legendas em português no blog Vortex.

O voto Católico segundo um Principe da Igreja

O cardeal Dom Eugenio Sales, Arcebispo emérito da Arquidioceses de São Sebastião do Rio de Janeiro, escreveu este artigo na véspera do primeiro turno eleitoral. Por sua atualidade,  reproduzimo-lo hoje.

As eleições neste domingo e sua importância vão além do exercício de um dever cívico. [...] Esse pleito deve ser avaliado segundo os critérios do Evangelho.

No que toca à sua missão, não compete à Igreja, essencialmente, sugerir uma opção partidária determinada. Mas sim conclamar todos os seus leigos, cuja vocação é exatamente a de santificar a realidade temporal, para que cada um assuma suas responsabilidades com empenho e coerência. Tenha-se em mente que o cabal respeito ao julgamento das urnas jamais poderá ser empanado por eventuais falhas na escolha de homens para determinados cargos. Qualquer restrição neste terreno trará prejuízos de monta.

O voto o os 10 mandamentos

Assista a este vídeo da Realcatholictv, que aborda a relação que tem o decálogo com o ato de votar. Ainda que, se refere à realidade estadunidense, marcada pela disputa entre republicanos e democratas, o aspecto doutrinal do qual trata não perde atualidade para o Brasil. Veja amanhã "Votando corretamente". Assista outros vídeos com lendas em português no blog Vortex.


Nota da Presidência da CNBB por ocasião de sua visita anual a Roma

Como acontece todos os anos, a Presidência da CNBB realizou mais uma visita ao Santo Padre e a diversos setores da Cúria Romana, para apresentar o balanço das principais atividades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no ano que passou, bem como acolher sugestões e orientações, refletir sobre opções e alternativas pastorais e, sobretudo, expressar nossa comunhão afetiva e efetiva com o Sucessor de Pedro e a Sé Apostólica.

Para nossa alegria, a cada encontro, nos sentíamos confortados pela carinhosa acolhida com que éramos recebidos, bem como pelas palavras de incentivo, profundo amor e zelo apostólico expressos pela Santa Sé para com a Igreja no Brasil.

Nossa presença em Roma coincidiu com a Visita ad Limina dos Bispos do Regional Nordeste V da CNBB (Estado do Maranhão), com os quais convivemos de maneira muito fraterna ao longo desses dias. Com alegria e gratidão acolhemos, em primeira mão, o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu a esses nossos irmãos Bispos e, através deles, a todo o episcopado brasileiro. Em seu pronunciamento, o Santo Padre confirmou a preocupação constante da Igreja no Brasil em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa. O Santo Padre enfatizou o direito e o dever de cada Bispo, em sua Diocese, de orientar seus fiéis em questões de fé e moral, inclusive em matéria política, confirmando o que a CNBB havia recordado em documentos, notas e entrevistas anteriores. O mesmo direito e dever, de acordo com as normas canônicas, estende-se à própria Conferência enquanto organismo a serviço da comunhão episcopal e da pastoral orgânica em nosso país.

Concluímos nossa visita anual, última realizada no atual mandato da Presidência da CNBB, com o coração repleto de alegria pela certeza do dever cumprido. Imploramos a Nossa Senhora Aparecida suas bênçãos para todo o povo brasileiro, neste momento importante de nossa história.

Roma, 29 de outubro de 2010


Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana – MG
Presidente da CNBB    

Dom Luis Soares Vieira
Arcebispo de Manaus – AM
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Sobre a Nota dos Bispos do Regional Leste 1

Os Bispos do Regional Leste 1 da CNBB, - entre os quais me incluo - diante da realização do 2º turno das eleições para a Presidência da Republica, em sintonia com a “Nota da CNBB em relação ao Momento Eleitoral”, confirmam sua posição expressa em junho passado no início do processo eleitoral.

Por sua universalidade a Igreja católica não tem partido ou candidato próprios, mas incentiva agora mais do que nunca a dar o voto a quem respeita os princípios éticos e os critérios da Moral Católica, indicados na Doutrina Social da Igreja. 

Presidente da CNBB defende direto da Igreja de manifestar suas convicções

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Lyrio Rocha, defendeu nesta quinta-feira que deve ser respeitado o direito de a Igreja manifestar suas convicções. A declaração faz referência à polêmica em relação ao aborto --o religioso defendeu a importância de o assunto entrar na pauta das eleições.

"Numa sociedade democrática, o que não se pode fazer é querer silenciar a Igreja como se ela não pudesse manifestar a sua posição. Qualquer grupo minoritário manifesta a sua posição e repercute isso na sociedade. A Igreja, com o peso e o volume que tem, quando fala é acusada de se intrometer em um âmbito [fora] de sua competência? Esse argumento é falso", criticou o religioso durante entrevista, após apresentar o material da nova campanha da fraternidade da CNBB.

A Igreja amordaçada pelo PT

Confira o vídeo do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, publicado hoje, 22 de outubro, em sua página.

O Evangelho da Vida já é o grande vencedor


Introdução
“Não temais, pequeno rebanho”
(Lucas 12, 32) 

Queridos Diocesanos,
Sei que muitos de vós estais sofrendo diante das notícias que circulam nos meios de comunicação envolvendo o nome do Bispo de Guarulhos e da nossa Diocese. Com o coração de Pastor dessa porção do Povo de Deus, tomei a decisão de escrever-vos e partilhar a verdade daquilo que realmente aconteceu e está acontecendo, a fim de sanar as inúmeras dúvidas para que a paz e a serenidadese restabeleçam em vossos corações.

Dilma e o aborto

Setembro, reta final das eleições. A ameaça de segundo turno fez a campanha da candidata oficial reforçar a mobilização nos Estados e acionar o presidente Lula como vacina "contra uma onda de boatos que circulou entre católicos e evangélicos". Os supostos "boatos", que fizeram Lula gravar uma inserção de emergência em defesa de sua candidata, não eram boatos. Eram fatos evidentes: a postura pró-aborto de Dilma Rousseff. Mas nós, jornalistas, num primeiro momento, ficamos reféns do jornalismo declaratório e reproduzimos, acriticamente, o que interessava ao marketing da campanha de Dilma.

Mas vamos aos fatos. Dilma, em sabatina no jornal Folha de S.Paulo e em entrevista à revista Marie Claire em 2007, defendeu a legalização do aborto. Reproduzo suas palavras: "Acho que tem de haver descriminalização do aborto. No Brasil é um absurdo que não haja." Logo, não se trata de boato, invenção ou terrorismo fundamentalista. Dilma mudou seu discurso quando passou a vislumbrar os riscos eleitorais de sua opção. Ela deixou de falar da legalização e, ambiguamente, diz que se trata de problema de "saúde pública". Esconde sua verdadeira posição e não diz uma única palavra sobre a principal vítima do aborto: a criança morta no ventre materno. O PT, após o recado das urnas e num exercício incrível de hipocrisia, estuda tirar o aborto de seu programa. O eleitor não é tonto.

Nota dos Bispos do Regional Leste 1

Os Bispos do Regional Leste 1 da CNBB, diante da realização do 2º turno das eleições para a Presidência da Republica, em sintonia com a “Nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB - em relação ao Momento Eleitoral”, confirmam sua posição expressa em junho passado no início do processo eleitoral.

Por sua universalidade a Igreja católica não tem partido ou candidato próprios, mas incentiva, agora mais do que nunca, a dar o voto a quem respeita os princípios éticos e os critérios da Moral Católica, indicados na Doutrina Social da Igreja.

Em particular, deve ser votado quem defendeu e defende o valor da vida desde a sua concepção até o seu término natural com a morte e, ao mesmo tempo, a família com a sua própria constituição natural.