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Pretende frente parlamentar incluir termo "desde a concepção" no artigo 5 da Constituição Federal

A Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto apresentará um Projeto de Emenda à Constiuição (PEC) para integrar a expressão “garantir o direito à vida desde a concepção” no artigo 5º da Carta Magna, com a finalidade de explicitar o direto fundamental dos brasileiros nascituros.

A iniciativa será apresentada à Câmara pelo coordenador da frente parlamentar, deputado Salvador Zimbaldi, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de São Paulo, que em breve começara a coleta de assinaturas de apoio.

Reinstalam Frente Parlamentar em Defesa da Vida


Foi reinstalada hoje oficialmente no Congresso Nacional a Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, integrada por 205 legisladores - deputados e senadores- de diversos partidos e coordenado pelo deputado federal Salvador Zimbaldi, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de São Paulo.

A Frente, que foi criada em 2005, pretende garantir desde o âmbito legislativo o direito à vida desde o momento da concepção, bloquear a aprovação de projetos que possibilitem e ampliem os casos de aborto legal, defende a implantação de políticas públicas de atenção à gestação e à maternidade e de políticas de adoção de crianças nascidas de mães vítimas de estupro.

Aborto: defender a vida humana é ser progressista

Contra o aborto.  Aborto é o assassinato de um ser humano inocente e indefeso. A pena de morte é proibida no Brasil, mesmo que o criminoso cometa o crime mais horroroso do mundo. Uma criança inocente e indefesa não pode ser julgada e assassinada, por decisão unilateral de uma pessoa. 82% do povo brasileiro é contra a liberação do aborto (Ibope após eleições). As brasileiras querem a vida, a alegria de viver.  Matar pessoas não está na alma das mulheres brasileiras, nem na dos homens brasileiros responsáveis.   

Ciência.  Muitas pessoas desconhecem que existe um ser humano no útero da mulher. Pensam que é um pedaço de carne, que pode ser sugado e jogado no lixo.  A especialidade clínica fetal tem realizado cirurgias em fetos dentro do útero da mulher, preservando a vida nascente e a da mulher.  Estudos apontam  que a comunicação entre uma criança no útero e o mundo exterior se dá cada vez mais precocemente. Precisamos esclarecer a todos que há vida humana no útero da mulher.

Que coragem, Papa Bento!

O Papa Bento XVI se posiciona pela defesa e promoção dos direitos humanos legítimos e critica alguns regimes políticos que, em nome do Estado laico, republicano, democrático adotam medidas contrárias à vida e à família. O Papa afirma ser totalmente falsa e ilusória a defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não importem numa enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Vida, Moral e Cultura

A razão da realização da Vigília pela vida nascente nas Igrejas do mundo inteiro – convocada recentemente pelo Papa Bento XVI - está no centro do horizonte da sociedade contemporânea, desafiada diante de uma nova necessidade de sentido para a vida.

A questão do sentido é desafiadora porque não se vale materialmente em si. Sua falta revela-se no esgarçarmento da cultura que sustenta a vida, ameaçada em todas as suas dimensões e direções em todo o planeta Terra.

Íntegra da homilia do Papa na Vigilia pela Vida do Nascituro

Queridos irmãos e irmãs,

Com esta celebração vespertina, o Senhor nos dá a graça e a alegria de abrir o novo Ano Litúrgico, iniciando pela sua primeira etapa: o Advento, o período que faz memória da vinda de Deus entre nós. Todo o início traz em si uma graça particular, porque é abençoado pelo Senhor. Neste Advento nos será dada, mais uma vez, a oportunidade de fazer a experiência da proximidade d'Aquele que criou o mundo, que orienta a história e que tomou conta de nós, alcançando o cume de sua condescendência ao fazer-se homem. Exatamente o mistério grande e fascinante de Deus conosco, mais ainda, de Deus que se fez um de nós, é que celebraremos nas próximas semanas, caminhando em direção ao Santo Natal. Durante o tempo do Advento, sentiremos a Igreja que nos toma pela mão e, à semelhança de Maria Santíssima, expressa a sua maternidade fazendo-nos experimentar a alegre expectativa da vinda do Senhor, que abraça a todos no seu amor que salva e consola.

Políticos, economistas, médicos, cientistas, jornalistas, defendam a vida nascente!

Na Vigília de oração pela Vida o Papa Bento XVI exortou aos protagonistas da politica, da economia, da medicina, da ciência e da comunicação social a fazerem tudo o que é possível para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao seu acolhimento e desenvolvimento.

Por iniciativa de Bento XVI, a Igreja Católica celebrou neste sábado , em todo o mundo, uma vigília de oração pela “vida nascente”. O próprio Papa assinalou a data, na Basílica de São Pedro, com a celebração das I vésperas do início do Advento, tempo litúrgico que antecede o Natal.

Vigília pela vida

A vigília pela vida nascente convocada pelo Papa Bento XVI será realizada amanhã no mundo inteiro. O propósito é congregar todos os que creem em Deus: homens e mulheres de boa vontade, governantes e diferentes segmentos da sociedade, em torno da importância da vida.

Essa iniciativa será vivenciada em celebrações e vigílias eucarísticas, nas catedrais, igrejas grandes e pequenas, conventos, em todos os lugares possíveis. É a vida, em todas as suas etapas, desde a fecundação até a morte com o declínio natural, colocada no horizonte da fé e da espiritualidade; para assim ser iluminada pela força da presença amorosa daquele que é o seu único Senhor e sua fonte, Deus.

Instrumentalização?

Dia 28 de outubro, às vésperas do 2º. turno eleitoral, o Papa Bento XVI discursou aos bispos brasileiros responsabilizando-os pelo direito e dever de defender a vida, a família e os direitos humanos legítimos, isentos de interpretações ideologizadas. Afirma o Papa que “...quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (...) isto também significa que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum” (o Papa cita Gaudium et Spes, nn. 75 e 76).

A Vida contra a Morte

Caríssimos Irmãos em Cristo,

Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo.

A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional.

Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.

O resultado eleitoral não altera as convicções da Igreja, que continuarão a ser divulgadas e defendidas, afirma o Cardeal Odilo Scherer

Apresentamos na integra uma entrevista concedida pelo Cardeal Dom Odilo Scherer ao semanario O São Paulo da Arquidiocese de São Paulo, nº 2823, publicado de 2  a 9 de novembro de 2010.

Qual mensagem o senhor deseja transmitir ao 40° presidente do Brasil?
O 40º Presidente do Brasil é uma mulher e isto constitui um fato novo e significativo na história do Brasil. Apresento meus cumprimentos à Presidenta da República eleita, Dilma Rousseff. O povo brasileiro manifestou a sua vontade de forma democrática e lhe confiou uma grande missão. Que Deus a ilumine e inspire em todas as suas decisões e ações!

O Evangelho da Vida já é o grande vencedor


Introdução
“Não temais, pequeno rebanho”
(Lucas 12, 32) 

Queridos Diocesanos,
Sei que muitos de vós estais sofrendo diante das notícias que circulam nos meios de comunicação envolvendo o nome do Bispo de Guarulhos e da nossa Diocese. Com o coração de Pastor dessa porção do Povo de Deus, tomei a decisão de escrever-vos e partilhar a verdade daquilo que realmente aconteceu e está acontecendo, a fim de sanar as inúmeras dúvidas para que a paz e a serenidadese restabeleçam em vossos corações.

O PT e o Estatuto do Nascituro

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, em 19 de maio passado, o Projeto de Lei 478/07, que cria o Estatuto do Nascituro. De autoria dos deputados Luiz Bassuma (PV-BA), expulso do PT por causa de sua posição em relação ao aborto, e Miguel Martini (PHS-MG), tal Projeto reconhece que a vida humana começa na concepção. Ainda deverá passar por votação no Plenário.

Sobre o Projeto de Lei e o Estatuto do Nascituro, a página oficial do PT nacional publicou, no mesmo dia, uma matéria onde legisladores da sigla afirmam que o projeto de lei é um retrocesso, e um dia depois, foi veiculado o artigo Estatuto do Nascituro: mais uma aberração a ser combatida, de Alessandra Terribili, integrante da Secretaria Nacional de Mulheres do PT.

Sem concordar com o conteúdo, reproduzimo-lo na íntegra. Se nossos leitores conhecem textos semelhantes de outros partidos, por favor, encaminhem-nos para o endereço voto.catolico.br@gmail.com.

Estatuto do Nascituro: mais uma aberração a ser combatida

Não bastassem todos os ataques cotidianos à dignidade das mulheres, neste 19 de maio, tivemos mais uma lamentável notícia. Os deputados da bancada fundamentalista conseguiram que passasse pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados uma aberração nomeada “Estatuto do Nascituro”, que visa, entre outras coisas, a revogar direitos conquistados pelas mulheres e aprofundar a realidade de dominação que as submete, inclusive, a risco de morte e de sequelas todos os anos.
O tal projeto de lei elimina os casos de aborto previstos atualmente em lei: quando há risco de morte para a mãe e quando a gestação é decorrente de estupro. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas.

Um estatuto para os nascituros

Todos os anos, no começo de outubro, a Igreja Católica realiza no Brasil a semana pela vida. A vida é preciosa e deve ser defendida e protegida sempre: “escolhe, pois, a vida”, é a recomendação bíblica (Deuteronômio 30,19). Os cristãos crêem no Deus da vida, que ordenou – “não matarás”; e são discípulos de Jesus Cristo, vencedor da morte e restaurador da vida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João, 14,6).

O objetivo da semana pela vida é alimentar uma cultura favorável à vida. Mas também é uma manifestação de alerta diante de todo desprezo, desrespeito e agressão contra a vida humana, ameaçada pela miséria que mata cedo, ou impede de viver dignamente; pelas drogas e outros vícios, que estragam a saúde e corrompem a vida; pela violência, exercida de mil maneiras, causa de tragédia e dor; pelo aborto provocado, silenciosa e assombrosa ceifa de vidas inocentes e indefesas. Não dá para ficar indiferentes diante do desprezo à vida!

Dom Antônio Carlos Rossi Keller aos católicos do Brasil



Dom Antônio Carlos Rossi Keller é Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul.
Frederico Westphalen, 01 de outubro de 2010.

Quando um católico vai votar, deve lembrar que há princípios não-negociáveis

Por sugestão de um amável leitor, apresentamos o resumo redigido pela jornalista Nieves San Martín de um texto enviado por Stefano Fontana (na foto), diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân, à Agencia de Noticias Zenit. A síntese da jornalista foi publicada no dia 10 de abril de 2008. Caso você conheça o texto original de Fontana, muito lhe agradeceríamos se pudesse nos enviar para publicá-lo na íntegra.

Quando um católico vai votar, deve levar em consideração que há «princípios não-negociáveis», afirma o diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân sobre a Doutrina Social da Igreja, Stefano Fontana, em um comunicado enviado à Zenit.

Entre estes princípios não-negociáveis, encontra-se a vida, a família, a liberdade de educação e liberdade religiosa.

Apelo à razão: inconstitucionalidade da legalização do aborto

Segundo Sócrates (470-399 a.C.), a base das virtudes está no domínio da racionalidade sobre a animalidade (no autodomínio; na liberdade frente aos instintos), que leva à verdadeira felicidade. É verdadeiro o ditado: "quem não vive como pensa, acaba pensando como vive". Quer dizer: quem não vive segundo as exigências da razão, raciocina segundo as exigências (imediatistas) das paixões, da sensibilidade, dos apetites ou satisfações físicas.

Cumpre, pois, rejeitar, de plano, o relativismo que impera nas sociedades atuais, que pensam como vivem. É a verdade (racional, científica e moral) que deve conduzir o ser humano, não as opiniões, da maioria ou da minoria. Segundo penso (e aqui não colimo ofender ninguém; expresso uma idéia abstrata, geral), o relativismo é próprio dos espíritos medíocres (medíocres porque não compreendem as verdades ou porque, compreendendo-as, não se dispõem a submeter-se às suas exigências).

Igreja desunida?

Em tempos de eleições, muitos católicos querem ensinar aos padres e aos bispos o Pai Nosso da política. Muitos candidatos e partidos dizem que a Igreja deve ter a coragem de sair de cima do muro e tomar posição. Outros querem que a Igreja fique fora do debate político-eleitoreiro.   Ao dizer Igreja, se referem à instituição, representada por padres e bispos.

O ensinamento da Igreja faz uma distinção entre a missão do clero e a missão dos leigos. Recomenda aos leigos a participação ativa em eleições democráticas, mas proíbe ao clero a participação direta na luta pelo poder político. Como é que um padre pode cumprir a sua missão de promover a unidade na comunidade, se ele mesmo se envolver nas brigas dos partidos e dos candidatos?

Orientações para as eleições 2010

Queridos diocesanos,

1. Primeiramente, é preciso falar da necessidade de se valorizar o voto como expressão fundamental da democracia. A participação no processo eleitoral, de forma consciente e responsável, revela o compromisso com as “realidades temporais”, lugar de revelação da vida doada por Deus.

Além disso, considere-se como importante conquista da sociedade brasileira a lei da Ficha Limpa. Lembre-se, inclusive, de que foi graças à mobilização de muitas comunidades eclesiais que esse projeto passou a ter validade, já para as próximas eleições. Não basta, porém, votar. Não basta mesmo escolher um candidato de ficha limpa, por mais fundamental e importante que ela seja. Nossa missão vai além: levar o candidato de ficha limpa a ser eficaz e a se manter ético durante o exercício do mandato, sempre a serviço do bem comum.

Partidos e candidatos: Qual é sua posição?

A campanha eleitoral vai ganhando corpo e os eleitores são confrontados com os muitos pretendentes ao seu voto. Por enquanto, os “presidenciáveis” são colocados em maior evidência e quase não nos damos conta de que também estão em jogo os cargos de governador, senador, deputado federal e estadual.

Nas questões gerais, todos os gatos parecem pardos. Os candidatos mostram seus planos para a economia, a saúde, a educação, a segurança, o transporte, o meio ambiente... De todos é esperado que tenham ficha limpa, sejam honestos e transparentes no exercício do poder, promovam o bem comum e não apenas o de alguns setores da sociedade. Cabe ao eleitor ouvir, discernir e escolher os cidadãos probos, capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência.