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Continua o PT com a tentativa de calar a Igreja?

Durante a eleição presidencial do ano passado, o Partido dos Trabalhadores tentou silenciar os Bispos católicos que mais abertamente denunciaram os aspectos agressivos à vida dos nascituros, ao matrimonio e à família presentes no programa político e nas práticas de governo da sigla.

Agora, voltamos a sentir o sabor amargo daqueles dias. Hoje, quatro sacerdotes da Arquidiocese de Belo Horizonte foram obrigados a se apresentar nas instalações da Polícia Federal para dar esclarecimentos sobre seu suposto envolvimento na divulgação, durante o período eleitoral do ano passado, do "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", assinado pela Presidência e pela Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB.

A Vida contra a Morte

Caríssimos Irmãos em Cristo,

Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo.

A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional.

Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.

Foi ilegal a apreensão dos panfletos do "Apelo" solicitada pelo PT

A Vice-Procuradora-Geral Eleitoral Sandra Cureau pediu a revogação da liminar solicitada pelo Partido dos Trabalhadores e concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou a apreensão de um milhão de cópias do "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", de propriedade da Diocese de Guarulhos.

A apreensão foi feita pela Polícia Federal no dia 17 de outubro, cumprindo ordens do Ministro Henrique Neves, do Tribunal Superioir Eleitoral - TSE, a pedido da coligação "Para o Brasil Seguir Mudando", com o PT à frente.

O parecer da Procuradora foi entregue ao TSE no dia 30 de outubro, um dia antes do segundo turno das eleições. Ela  manifestou-se pela devolução de todo material à Mitra Diocesana de Guarulhos por considerar que a ação foi ilegal ao violar vários dispositivos constitucionais e da lei eleitoral.

Divergências na Igreja

Sou um simples bispo do interior da Bahia, antenado nas coisas que acontecem no mundo e na Igreja. Aos olhos de muitos, a Igreja está dividida, para tristeza de uns e alegria de outros.

Toda eleição provoca divisões na Igreja. Não devia? Seria melhor que houvesse um partido só para os católicos, dirigida pela CNBB? Ainda bem que os católicos, tanto leigos como padres e bispos, podem ser de partidos diversos. Mais importante seria que estivessem unidos em questões de teologia e disciplina na organização interna.

Pronunciamento de Dom Benedito Beni dos Santos



Sou Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena. Estou gravando esta mensagem no dia 18 de outubro do presente ano.

A Igreja do Brasil, há décadas, vem lutando em prol da defesa da família e do respeito a seus direitos. A mobilização contra a descriminalização e a legalização do aborto faz parte dessa luta. A questão do aborto tornou-se tema importante na campanha política em preparação para as eleições deste ano, 1º e 2º turno.

Além da CNBB Nacional, Assembléia e Presidência, os Bispos do Estado de São Paulo chamaram a atenção sobre a importância do tema do aborto como parte da discussão em preparação para as eleições. Na Assembléia Ordinária do episcopado paulista, realizada entre os dias 29 e 30 de junho, e 1º de julho deste ano, aprovaram uma espécie de Dez Mandamentos para votar bem.

O 3º mandamento diz o seguinte:
Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até a morte natural.

No dia 26 de agosto deste ano, a Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Sul 1 da CNBB – Estado de São Paulo, emitiu uma nota em favor do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

Eis o teor da nota:

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião Ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para votar bem, acolhem e recomendam a ampla difusão do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

Assinam a nota D. Nelson Westrupp, presidente, D. Benedito Beni dos Santos, vice-presidente, D. Airton José dos Santos, secretário-geral.

O "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", cuja difusão ampla é recomendada pelos Bispos, cita fatos concretos, em que o Governo brasileiro e o Partido dos Trabalhadores propõem a descriminalização e a legalização do aborto durante todos os nove meses da gravidez. Trata-se do substitutivo do PL 1135/91, apresentado pelo atual Governo, em 2005, e ainda tramitando no Congresso.

Recomendamos encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras: dêem seu voto somente a candidatos e candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.

Portanto, o  “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida, do Regional Sul 1, é um texto legítimo e não falso.

Contém fatos e não boatos.

É expressão legítima da cidadania democrática.

Os Bispos do Estado de São Paulo reunidos em Assembléia das Igrejas, neste 16 de outubro, fizeram um alerta com respeito a folhetos que estão sendo distribuídos sem a aprovação da legítima autoridade diocesana.

Este não é o caso do  “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, elaborado em vista do 1º e do 2º turno das eleições. Na Diocese de Lorena, esses folhetos continuam sendo distribuídos nas 31 paróquias.

Não se trata de interesse partidário ou ideológico, mas da defesa da vida através de instrumentos legítimos da expressão da cidadania e, portanto, de participação na promoção do bem comum da nação.

As pessoas que estão divulgando o documento fizeram apenas o que nós Bispos lhes pedimos.

As informações do “Apelo” são fatos amplamente documentados.

Contra fatos, não há argumentos.

Os fatos, pois, são a parte mais importante do “Apelo”.

A sua divulgação é legítima.

Esses fatos devem chegar ao conhecimento do povo e devem continuar a ser divulgados o mais amplamente possível.

Recomendo isso, sobretudo, à Diocese de Lorena, que presido.

Dom Benedito Beni dos Santos é Vice-presidente da Comissão Episcopal Representativa do Regional Sul 1 da CNB e Bispo da Diocese de Lorena, em São Paulo.
Lorena, 18 de outubro de 2010.

Nota da Regional Sul 1 da CNBB

Apresentamos aqui uma Declaração sobre as Eleições da Regional Sul 1 da CNBB, divulgada na noite do dia16 de outubro passado. O texto foi publicado no site da entidade ainda quando os Bispos vinculados a esse organismo encontravam-se reunidos em Itaici, São Paulo, na 32ª Assembléia das Igrejas Particulares do Regional, que iniciou na sexta feira 15 e terminou o domingo 17.

Durante a assembléia, onde não se encontravam só Bispos mas também sacerdotes e alguns dos chamados "agentes de pastoral", entre diversos temas abordados, tratou-se especificamente sobre o "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras" e a correspondente nota da Comissão Episcopal Representativa do Regional, com data 26 de agosto do presente ano.

Naquela Nota, a Presidência convidava a dar uma "ampla difusão" ao "Apelo", e fazia isto sem atribuir-se a autoria do texto recomendado, nem afirmando falar em nome de toda a CNBB, e sim, fazendo uso das atribuições que lhe são próprias. Isto, pode se ler no próprio texto.

A nova Declaração da Regional, assinada de novo pelo próprio Presidente da entidade, Sua Excelência Dom Nelson Westrupp, Bispo da Dioceses de Santo André, nos causa, como católicos, diversos sentimentos, e entre eles, perplexidade.

Ela, sem mencionar nominalmente o "Apelo", assina embaixo o mito de que o texto foi instrumentalizado e manipulado. Pelo menos não foi pelos milhares de católicos que acolheram seu convite ao longo de todo o país, para surpresa de muitos dos nossos Pastores.

Ao dizer que desaprova a instrumentalização de suas Declarações e Notas, perguntamos, como ficam, então, os católicos que livre e espontaneamente, de norte a sul, reproduziram e divulgaram o documento?

A nova Declaração do Regional, assim como a última Nota oficial da CNBB, é usada, hoje por políticos, para desautorizar tanto o conteúdo quanto a livre distribuição do referido documento. Isso sim, acreditamos, trata-se instrumentalização e manipulação, de quem sente-se atingido pela divulgação de fatos irrefutáveis e objetivos.

Caríssimos senhores Bispos, como desejam que entendamos, e acolhamos a nova Declaração? Reconhecemos em Vossas Excelências o mistério da sucessão Apostólica, contam com nosso filial afeto e com a devida obediência no âmbito da sua autoridade. Mas, permita-nos confiar-lhes, temos medo de que a presente declaração seja produto das diversas pressões que sabemos que V. Exas. sofrem, das ameaças veladas ou explicitas que alguns de vocês tem recebido, das incomprensões e acusações das que são objeto, vindas, inclusive, de seus próprios irmãos.

Amados Pastores, "não tenham medo" ( Lc 24,5), o rebanho está junto sempre daqueles a quem reconhecem como Bom Pastor, porque as ovelhas sabem quem dá a vida por elas (Jo 10, 11).

Por filial respeito aos Bispos do Regional Sul 1 que concordaram com o texto - pois sabemos que não teve unanimidade- publicamos aqui a nota na íntegra.

Mas por ser este um instrumento, que nós, leigos, assumimos sob nossa própria responsabilidade sem adjudicamos falar em nome da Igreja, sentimos a liberdade de mantermos neste blog o "Apelo", já que fica claro que tal documento não fala em nome da CNBB como um todo, e que os dados ali contidos referem-se a fatos concretos, verdadeiros e objetivos.

Não consideramos que estejamos instrumentalizado a Igreja, nem manipulando a Voz dos Pastores. Portanto, continuaremos divulgando-o e convidamos a aqueles católicos que julguem, em consciência, importante dar a conhecer esses fatos, a continuar, com os pobres meios próprios, divulgando-o  o mais amplamente possível.

Os Editores. 


Declaração sobre as Eleições 
do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB

Os bispos católicos do Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), do Estado de São Paulo, em sintonia com a Declaração sobre o momento político nacional, da 48ª Assembleia Geral da Conferência (Brasília, maio de 2010), esclarecem que não indicam nem vetam candidatos ou partidos e respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor.

O Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas Declarações e Notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos.

Reafirma, outrossim, as orientações quanto a critérios e princípios gerais a serem levados em conta no discernimento sobre o momento político, já oferecidos pela 73ª Assembleia Geral do Regional Sul 1 (Aparecida, junho de 2010), expressos na Nota Votar bem.

Recomenda, enfim, a análise serena e objetiva das propostas de partidos e candidatos, para que as eleições consolidem o processo democrático, o pleno respeito aos direitos humanos, a justiça social, a solidariedade e a paz entre todos os brasileiros.

Indaiatuba (Itaici), SP, 16 de outubro de 2010.

Dom Nelson Westrupp
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1
Bispos do Regional Sul 1

Padre Paulo Ricardo de Azevedo defende o "Apelo"





Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é Vigário Judicial da Arquidiocese de Cuiabá, em Mato Grosso.
Cuiabá, 12 de outubro de 2010.

Nota da CNBB sobre o Momento Eleitoral

Apresentamos a Nota em relação ao Momento Eleitoral que ontem publicou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Dado o contexto em que ela vem à luz e o tom que os bispos da Presidência da entidade julgaram conveniente lhe imprimir, é necessário que esta Nota seja lida com muita atenção e objetividade.

Ontem mesmo, instantes depois de ela ter sido publicada, infelizmente já era usada com finalidades eleitoreiras, e, portanto, desconsiderava-se o que a própria Nota lamenta: "que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação".

A Nota, como pode ser lida na íntegra aqui, congratula-se com os brasileiros pelo exercício da cidadania no primeiro turno,  pelos frutos decorrentes da Lei da Ficha Limpa, lamenta que o nome da CNBB tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, reafirma que em nome da entidade falam só três instâncias, sublinha o direito e dever dos bispos de orientar seus fiéis, sinaliza a natureza apartidária da instituição, e pontua os critérios irrenunciáveis a se considerar na hora do voto.

Neste momento em que os candidatos se disfarçam, negam fatos objetivos, mudam posições e discursos de acordo com a conveniência, pautados só pelo interesse particular, e usam de estratégias eleitoreiras para manipular à população, é necessário, mais do que nunca, escutar a voz dos nossos Pastores,  alem do mais porque há uma endêmica falta de formação moral e doutrinal em muitos fiéis leigos.

Congratulamos os Bispos e clérigos que, vendo a grande e urgente necessidade de orientar a consciência cristã dos fiéis, e levados pela legítima preocupação pelo Povo de Deus, exercem de maneira admirável a função profética de Cristo, ensinando-nos e exortando-nos mediante notas, cartas, homilias e declarações.

Congratulamos também todos os fiéis leigos e associações religiosas e civis que tem realizado grande papel na apuração da verdade dos fatos que envolvem os candidatos no que diz respeito ao direito à vida, à família, à liberdade religiosa, de consciência e de expressão, e à dignidade da pessoa humana. Esta é uma contribuição valiosa à nação neste período eleitoral e, acima de tudo, para o voto livre e consciente.

É necessário, ainda, advertir sobre uma associação inadequada da Nota da CNBB a um suposto mal uso do nome da entidade pelo Regional Sul 1. 

A presidência do Regional Sul 1, no texto em que recomenda a ampla difusão do "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", jamais se auto-atribuiu a pretensão de falar em nome da CNBB como um todo; isso pode ser lido na própria Nota da Regional. Eles simplesmente fizeram uso de sua autoridade e autonomia para relatar fatos objetivos e orientar os cristãos a um voto consciente e coerente.

Endossamos o repúdio ao uso indevido do nome da Igreja, das instituições da Igreja e da religião a fim de ludibriarem os fiéis católicos. Não podemos nos deixar enganar por declarações fáceis no período eleitoral. É necessário apurarmos as posições e atuações dos nossos candidatos e seus partidos durante sua trajetória política.

Por fim, alentamos a todos os Bispos no Brasil, sobretudo neste momento, a se expressarem livremente para continuar orientando seus fiéis quanto ao exercício do voto em coerência aos princípios cristãos, como nos recorda, precisamente, a Presidência da CNBB na Nota lançada ontem no site da instituição. Queridos Pastores, precisamos da sua Voz.


Nota sobre o Momento Eleitoral


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital.

A CNBB congratula-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está oferecendo um novo paradigma para o processo eleitoral, mesmo se ainda tantos obstáculos a essa Lei tenham de ser superados.

Entretanto, lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito – e, mesmo, dever – de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

Neste sentido, queremos reafirmar os termos da Nota de 16.09.2010, na qual esclarecemos que “falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência”. Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral.

Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.

Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro.

Brasília, 08 de outubro de 2010


Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Pronunciamento de Dom José Benedito Simão





Dom José Benedito Simão é Bispo da Diocese de Assis, em São Paulo, e presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 CNBB.
Assis, 23 de setembro de 2010.

Nota da CNBB na proximidade das eleições

Constantes interpelações têm chegado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a respeito de seu posicionamento em relação às eleições do próximo dia 3 de outubro.

Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o momento político nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País.

Pronunciamento de Dom Benedito Beni dos Santos



Dom Benedito Beni dos Santos é Bispo da Diocese de Lorena, em São Paulo.
Lorena, 15 de setembro de 2010.

Pronunciamento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini



Dom Dom Luiz Gonzaga Bergonzini é Bispo da Diocese de Guarulhos, em São Paulo.
Guarulhos, 14 de setembro de 2010.

Pronunciamento de Dom Emílio Pignoli



Dom Emílio Pignoli é Bispo emérito da Diocese de Campo Limpo, em São Paulo.
Campo Limpo, 20 de setembro de 2010.

Nota da Comissão Representativa do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB


A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para Votar bem, acolhem e recomendam a ampla difusão do Apelo a todos os brasileiros e brasileiras elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Apelo a todos os brasileiros e brasileiras

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e realizado em Santo André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,