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Homilia do Padre José Augusto Souza Moreira


Veja a Homilia que o Padre José Augusto pronunciou ontem, 5 de outubro, durante a Santa Missa televisionada pela Canção Nova.

Padre José Augusto Souza Moreira é sacerdote incardinado na Diocese de Lorena, e membro do conselho diretivo da Comunidade Canção Nova e seu responsável pela formação sacerdotal.
Cachoeira Paulista, 5 de outubro de 2010.


Nota dos Editores:
Lamentavelmente, horas depois da transmissão da homilia, a comunidade Canção Nova emitiu dois comunicados, um de seu fundador, o Monsenhor Jonas Abib, e outro do senhor Wellington Silva Jardim, presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora civil da comunidade.

O senhor Silva Jardim, que na prática é o chefe administrativo da comunidade, foi um dos responsáveis pelo envio de cartas oficiais da comunidade aos seus associados, amigos e afins para divulgar, entre outras, a candidatura do professor Gabriel Chalita, do Partido Socialista Brasileiro.

Chalita, em entrevista à Folha de São Paulo publicada ontem, declarou que se empenharia pessoalmente em fazer ver no ambiente da Renovação Carismática Católica que a senhora Dilma Rousseff nunca foi favorável ao aborto. O que é falso. Questionado sobre se era cotado para assumir o Ministério de Educação num eventual governo do PT, ele desconversou, afirmando que só era candidato a "fazer a lei de responsabilidade da educação, que é uma lei que estabelece sanções a quem não cumpre metas. O que falta no Brasil é continuidade". Será?

Cabe lembrar que o professor Chalita move um processo contra a comunidade Família de Deus por supostamente produzir -o que o grupo nega- e divulgar um video que questiona o apoio do professor à Candidata.

Uma "nova" estratégia, mudar para ganhar

Assim que a confirmção de que haverá segundo turno foi divulgada, o Partido dos Trabalhadores e sua candidata, a senhora Dilma Rousseff, ofereceram à imprensa um posicionamento novo sobre a questão do aborto. Diante do resultado da eleição, muito aquém do que esperavam, a equipe de campanha petista considera que este tema tirou-lhes um significativo número de votos entre católicos e evangélicos.

A manchete da Folha de São Paulo de hoje diz: "PT já discute retirar o aborto do programa de governo". Na capa, a matéria recolhe as declarações afinadas de alguns petistas que reconhecem que "foi um erro [o Partido] ser pautado por algumas feministas", aliados consideram que "pode lhe custar a Presidência", e cogitam retirar, em reunião da Executiva nacional, uma proposta aprovada por maioria esmagadora no 3º Congresso da sigla em 2007 e ratificada no 4º Congresso realizado em fevereiro deste ano, e que foi entregue como Programa de Governo da candidata ao Tribunal Superior Eleitoral.

Diante desta tentativa de reformulação, perguntamo-nos: 
- O aborto estava ou não estava contemplado no Programa de Dilma Rousseff? A resposta é sim. Para poder tirá-lo, quer dizer que o mesmo estava incluído, sim.