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Que surja uma nova geração de católicos que atuem sem complexos de inferioridade na vida política

Apresentamos alguns trechos da Mensagem do Papa Bento XVI aos participantes da 46ª Semana Social Italiana realizada em Reggio Calabria, na Região de Calábria, no sul da Italia. Muito atual é o chamado que o Santo Padre faz a que surja uma nova geração de católicos, pessoas interiormente renovadas, que se comprometam na atividade política sem complexos de inferioridade. Estas palavras também se dirigem a nós. Eis o convite.

"Afrontar os problemas atuais, tutelando ao mesmo tempo a vida humana desde sua concepção até seu fim natural, defendendo a dignidade da pessoa, salvaguardando o meio ambiente e promovendo a paz, não é tarefa fácil, mas tampouco impossível, se permanece firme a confiança nas capacidades do homem, se se engrandece o conceito de razão e de seu uso, e se cada um assume suas próprias responsabilidades. Seria, de fato, ilusório delegar a busca de soluções só às autoridades públicas: os sujeitos políticos, o mundo da empresa, as organizações sindicais, os atores sociais e todos os cidadãos enquanto indivíduos e de forma associada, estão chamados a amadurecer uma forte capacidade de análise, de amplitude de objetivos e de participação.

Orientações sobre política e eleições

Caríssimos sacerdotes e fiéis da nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

Embora não tenha nenhum partido político nem faça campanha partidária, a Igreja pode e deve orientar os seus fiéis sobre a importância de seu voto consciente.

“A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política… não pode nem deve se colocar no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça… não poderá firmar-se nem prosperar” (Papa Bento XVI, Carta encíclica Deus caritas est, 28). 

Livros de Ensino Religioso e Pluralismo

No Correio Brasiliense de 22 de junho de 2010 apareceu uma crítica aos livros didáticos de Ensino Religioso nas escolas públicas, acusados de não promover a diversidade religiosa e de favorecer proselitismo. Isso seria resultado de um estudo recomendado pela Unesco à Universidade de Brasília e à organização não-governamental Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis).

A matéria critica todas as formas de Ensino Religioso, seja a puramente antropológica, como a confessional-plural. Todas são acusadas de ser proselitistas e intolerantes. A matéria em si é muito frágil, pois não apresenta os dados da pesquisa, mas apenas as opiniões e afirmações ideológicas. Carece em documentação e chega a ser ridícula quando fala que, entre os líderes religiosos, Jesus aparece vinte vezes mais que Martinho Lutero. O próprio Lutero ficaria indignado se não fosse assim.