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Os cardeais Scherer e Hummes representarão a CNBB na beatificação do Papa João Paulo II

Especial Beatificação João Paulo II | 30.V.11 | Os cardeais dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo (SP), e dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero no Vaticano, representarão oficialmente a Igreja Católica do Brasil na celebração da beatificação do papa João Paulo II, em 1º de maio.

A pedido da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Pedro Scherer representará a entidade, pois, dom Geraldo Lyrio Rocha (Presidente da CNBB), dom Luiz Soares Vieira (Vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (Secretário Geral) estarão envolvidos com a organização da 49ª Assembleia da CNBB, que começa no dia 4, em Aparecida (SP).

Com informação da CNBB

A grande tentação

Falar em “tentação” e ”pecado”, parece discurso fora de época; na linguagem corrente, esses conceitos acabam sendo referidos a coisas algo inconseqüentes e infantis, despertando mais sorrisinhos do que preocupação e reflexão séria: tentação de comer um doce, de comprar isso ou aquilo, de ir ao estádio... Cometer um pecadinho, um pecadão!  Nada que se leve muito sério.

Acontece que só faz sentido falar de tentação e de pecado quando se tem uma visão religiosa do mundo e da vida, ou seja, quando se leva Deus a sério. O papa Bento XVI recordou isso, falando ao povo na Praça de São Pedro no domingo passado: "Quando se elimina Deus do horizonte do mundo, não se pode falar de pecado. Como o desaparecimento do sol faz desaparecerem as sombras - a sombra só aparece quando há sol -, assim, o eclipse de Deus leva necessariamente ao eclipse do pecado".

O resultado eleitoral não altera as convicções da Igreja, que continuarão a ser divulgadas e defendidas, afirma o Cardeal Odilo Scherer

Apresentamos na integra uma entrevista concedida pelo Cardeal Dom Odilo Scherer ao semanario O São Paulo da Arquidiocese de São Paulo, nº 2823, publicado de 2  a 9 de novembro de 2010.

Qual mensagem o senhor deseja transmitir ao 40° presidente do Brasil?
O 40º Presidente do Brasil é uma mulher e isto constitui um fato novo e significativo na história do Brasil. Apresento meus cumprimentos à Presidenta da República eleita, Dilma Rousseff. O povo brasileiro manifestou a sua vontade de forma democrática e lhe confiou uma grande missão. Que Deus a ilumine e inspire em todas as suas decisões e ações!

Um estatuto para os nascituros

Todos os anos, no começo de outubro, a Igreja Católica realiza no Brasil a semana pela vida. A vida é preciosa e deve ser defendida e protegida sempre: “escolhe, pois, a vida”, é a recomendação bíblica (Deuteronômio 30,19). Os cristãos crêem no Deus da vida, que ordenou – “não matarás”; e são discípulos de Jesus Cristo, vencedor da morte e restaurador da vida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João, 14,6).

O objetivo da semana pela vida é alimentar uma cultura favorável à vida. Mas também é uma manifestação de alerta diante de todo desprezo, desrespeito e agressão contra a vida humana, ameaçada pela miséria que mata cedo, ou impede de viver dignamente; pelas drogas e outros vícios, que estragam a saúde e corrompem a vida; pela violência, exercida de mil maneiras, causa de tragédia e dor; pelo aborto provocado, silenciosa e assombrosa ceifa de vidas inocentes e indefesas. Não dá para ficar indiferentes diante do desprezo à vida!

Partidos e candidatos: Qual é sua posição?

A campanha eleitoral vai ganhando corpo e os eleitores são confrontados com os muitos pretendentes ao seu voto. Por enquanto, os “presidenciáveis” são colocados em maior evidência e quase não nos damos conta de que também estão em jogo os cargos de governador, senador, deputado federal e estadual.

Nas questões gerais, todos os gatos parecem pardos. Os candidatos mostram seus planos para a economia, a saúde, a educação, a segurança, o transporte, o meio ambiente... De todos é esperado que tenham ficha limpa, sejam honestos e transparentes no exercício do poder, promovam o bem comum e não apenas o de alguns setores da sociedade. Cabe ao eleitor ouvir, discernir e escolher os cidadãos probos, capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência.